Acordamos cedo para apanhar o barco para o aeroporto. A viagem dura à volta de 1h20. Vamos tranquilamente e com tempo. Ainda tento dormir um bocadinho, mas um verdadeiro exemplar italiano não me permite, com a sua particular forma de falar alto e bom som.
Saímos do vaporetto e percorremos os 7 minutos até ao aeroporto e encontramos o balcão de check-in a abarrotar de gente. Depois de 25 minutos à espera, chega a nossa vez. Vamos fazer o controlo e mais 15 minutos à espera. Não percebemos de onde vieram aquelas pessoas todas. Caberiam em Veneza?
Finalmente, já no avião, preparo-me para dormir uma sestinha. Eis senão quando chega a típica família italiana. Ocupam a fila atrás de nós e mais duas à nossa frente. E nós estamos mesmo no meio. E são a verdadeira família italiana! Falam aos berros e passam a maior parte da viagem em pé e estão sempre a saltitar de lugar em lugar e a olhar para nós – somos como um pequeno enclave!
O céu está límpido e conseguimos ver Portugal inteiro.
Mas a sensação que temos ao ver o Tejo e a familiar paisagem de Lisboa é indescritível. Estamos de regresso à nossa cidade!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Veneza - O Regresso
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Sol
18:47
Veneza - Dia 3
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Sol
18:33
Veneza é uma cidade com uma forma de ser e rotinas muito próprias. Em qualquer sítio, um quarto de hotel com vista para um parque de estacionamento é mal visto. Pois em Veneza é um prazer olhar para o parque de gôndolas à entrada de um hotel junto ao Hard Rock Café.
De resto, o meio de transporte é o barco. Sejam ambulâncias, polícia, bombeiros, entregas urgentes da UPS ou DHL, lavandaria… Tudo de barco!
Com excepção da entrega de pizzas, que vimos ser feita a pé. Finalmente, desvendámos o mistério da recolha do lixo!
Hoje é o último dia para explorar Veneza. Os destinos são San Polo, Santa Croce e Dorsoduro, o bairro onde jantámos ontem.
As nossas botas secaram completamente após a chuvada de ontem! Começamos o dia entre as banquinhas de frutas, vegetais e peixe do mercado de Rialto.
Todos os produtos estão agradavelmente expostos e a apelar à compra, as alcachofras cuidadosamente descascadas e em água! Todos os vendedores têm um ar altamente entendido em assuntos gourmet!
Dali seguimos para o largo Campo San Polo, onde brincam crianças e cães. Passamos pelas Scuolas Grandes di San Rocco e di San Giovanni Evangelista e chegamos à Chiesa Santa Maria Gloriosa dei Frari, uma obra-prima do séc. XV que expõe preciosidades como a Assunção da Virgem de Ticiano, o magnífico Coro dos Frades com 124 assentos, a Virgem com Santos de Bellini, a tocante estátua de João Baptista de Donatello e o medonho túmulo do Doge Giovanni Pesaro. Já tínhamos reparado noutras igrejas que há vários serviços religiosos. E aos domingos as igrejas têm casa cheia nos vários serviços, o que demonstra a fé dos venezianos.
Continuamos pelas ruas, vielas e pontes e chegamos ao bairro Dorsoduro, onde vemos estudantes e mais estudantes. Fomos ter por acaso ao movimentado Giardino Papadopoli, perto da Piazzale Roma. Por várias vezes adoptámos a táctica de seguir as pessoas. É um bom truque.
Ao chegarmos perto do Campo Santa Margherita vimos um original e prático barco-mercearia.
No Campo, era dia de feira de antiguidades. Descobrimos a loja que forneceu máscaras a Stanley Kubrick para o flme Eyes Wide Shut! Passeámos pelo Zattere e demos por finalizado o passeio junto às galerias da Accademia. Daí, fomos a pé para a Piazza San Marco, onde enveredámos por ruelas e vielas até uma famosa casa de pannini, mas que é mais fama!
Subimos de elevador aos 98,5 metros do Campanile de San Marco, onde estava um frio de rachar, mas com uma vista deslumbrante para Veneza inteira e com o céu límpido que permitia ver os Alpes.
Depois disto fomos dar um óptimo e recomendável passeio de vaporetto. Sentámo-nos na proa, a sentir o vento (e o frio geladinho) na cara e a admirar as belas vistas de Veneza, com os seus muitos palazzos e o atribulado tráfego fluvial.
Saímos em Rialto e fomos fazer umas comprinhas.
O nosso último jantar foi no Conca d’Oro, a primeira pizzaria de Veneza. Depois disso fomos conhecer o Harry’s Bar, que fica ao lado da Bienal de Veneza e foi o primeiro Harry’s Bar do mundo.
Veneza - Dia 2
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Sol
18:28
Acordamos cedinho. O dia está chuvoso e promete ficar assim. Vamos artilhados com capas e chapéus-de-chuva para explorar os bairros do Castello e Cannaregio. Conhecemos o Hotel Danieli, na Riva degli Schavioni, passamos na chiesa Santa Maria della Pietá e vamos até ao Arsenale. Os canais estão sem gôndolas, que descansam com o mau tempo. Perdemo-nos intencionalmente pelas calles e campos do Castelo, um bairro com um ar mais residencial, com as suas mercearias, pastelarias e padarias.
Depois de alguns desencontros, vamos ter ao Cannaregio, bairro que alberga a rua mais estreita de Veneza (calle Varisco) e (provavelmente) a mais larga (Strada Nuova). Pelo caminho, o Ca’ d’Oro, o Ghetto Judaico (aprendemos que a palavra ghetto tem origem em Veneza, deriva de getto, que significa fundição, devido a uma velha fundição que ali existiu. Destaque para a Farmacia Poncci, a mais antiga farmácia de Veneza, que continua a expor ingredientes medicinais. Chegamos literalmente ao fim da linha quando chegamos à Stazione Ferrovie della Stato Santa Lucia. Tentamos voltar ao hotel de vaporetto, mas desistimos da ideia quando a senhora da bilheteira nos informa que é uma viagem de 40 minutos!
No regresso a pé para o hotel ouvimos uma sirene, um barco ambulância. Ao contrário daquilo que pensávamos, Veneza não tem um único carro ou motociclo. Mesmo a entrega de pizzas é feita a pé. Continuamos intrigados com o sistema de recolha do lixo.
À noite saímos para jantar em Dorsoduro, numa das pizzerias mais afamadas da cidade, a Ai Sportivi. Vamos e voltamos a pé. As pizzas são agradáveis, mas o que gostámos mesmo foi do Tiramisú!
Veneza - Dia 1
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Sol
18:27
Chegamos ao aeroporto de Veneza perto do meio-dia. Apanhamos o vaporetto para a cidade, que fica a 8 km. Está um dia magnífico de sol, apesar dos 3º que não se fazem sentir muito. A viagem de barco começa e preocupamo-nos com a duração, quando vemos sinais de proibido andar a mais de 7 km por hora. Após uma longa viagem, em que passámos por Murano, chegamos a San Zaccaria.
Damos de caras com o Palácio Ducal e a primeira impressão é de absoluta maravilha. Viramos à direita, para San Marco e a beleza da basílica é de cortar a respiração. É época de “acqua alta”, em que várias praças e artérias da cidade alagam com a maré cheia. A praça parece um lago, por onde passam algumas pessoas com galochas. À volta, uma longa passadeira numa espécie de estrado transporta a grande maioria das pessoas. Há várias paragens nesta passagem, causadas por curtas pausas que os passantes fazem para tirar fotos.
Procuramos o hotel com a ajuda do iPhone. O quarto é encantador e muito acolhedor. Tem duas janelas e uma delas tem vista para um canal. Largamos as malas e partimos ansiosos por explorar o sestiere San Marco. O plano é fazer o caminho entre a praça de San Marco e Rialto.
Voltamos à praça de San Marco e vamos visitar a basílica. É uma extraordinária basílica bizantina e gostámos particularmente dos mosaicos do Nártex, do pavimento e das cúpulas. A caminho da Merciere, paramos para uns panini.
No caminho para o Rialto, passamos por encantadoras ruas e pontes, dezenas de palazzos com os seus barquinhos à porta, e tiramos fotos a desconhecidos que se passeiam pelas tradicionais gôndolas. As gôndolas são mais bonitas do que pensámos, mas os gondoleiros não cantam!
Passamos pelo Campo San Bartolomeo e somos surpreendidos pela concorrida ponte de Rialto. Na margem do Canal Grande são muitos os cafés e gôndolas. Continuamos a explorar o bairro, pouco preocupados por onde andamos, levados pela magia desta espantosa cidade. Entramos no Caffé del Doge, para o primeiro café à italiana. Experimentamos uns canolli, uma guloseima típica, e continuamos a nossa aventura. Estamos com uma sensação incrível, encantados com todos os recantos.
Passamos pelo Scala Contarini del Bovolo, palácio do séc. XV frequentemente usado em filmes, continuamos pelo típico Campo Sant’Angelo e vamos até à estonteante Accademia, a que chegamos atravessando um jardinzinho. Ao chegarmos à ponte dell’Accademia são quase 5 da tarde e a luz do anoitecer encanta Veneza. Voltamos para trás e vamos até à ponte dos Suspiros. Mas antes fomos ao museu da Música (fabuloso, lindo) e passámos por uma curiosa galeria que tinha uma exposição de quadros feitos com petróleo, areia, insectos e galhos. Voltamos para o hotel para descansar, depois deste longo dia.
domingo, 28 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Madrid
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Sol
22:04
Dia # 0
06H00: toca o despertador, que é ignorado. Depois de alguma resistência, lá conseguimos acordar e acabamos de atravessar a Ponte Vasco da Gama às 08H30.
Destino: Madrid
Depois de 600 Km e abastecimento de gasolina logo que atravessamos a fronteira, chegamos a uma Madrid que não víamos há uns 5 anos. As 4 torres que sobressaem na vista recortada da cidade são novidade para nós.
Vamos para o Eurostars Madrid, que fica numa destas 4 torres. O nosso quarto é no 18º andar e tem uma vista deslumbrante para a cidade e arredores.
Muito cansados e com pouca vontade de ir de transportes fazer o reconhecimento da cidade, decidimos ir de carro para o centro.
Madrid é uma cidade que não pára. Passeamos pelo centro, cheio de gente, e lanchamos num dos pontos aconselhados no guia, a Chocolateria San Gines. Além do chocolate quente, a especialidade são os churros. Preferimos o chocolate.
Voltamos ao hotel para descansar um pouco antes de sairmos novamente para jantar.
Ao jantar optamos por ir à descoberta de La Latina, onde escolhemos o divertido Corazón Loco.
Dia # 1
Parque Warner
O dia é domingo é vamos passá-lo ao Parque Warner, soltar a criança que há em nós. Vamos já com os bilhetes comprados na Internet, o que nos poupa uns euros.
Mal entramos, temos a sensação de entrar num grande cenário de cinema, de algum filme dos anos 60, com diners, muita música e adereços que nos fazem lembrar Hollywood. A receber-nos está o Jerry, mas sem o Tom. Todo o espaço é como uma vila de um filme. Carros estacionados, cafés, lojas e personagens do nosso imaginário, que vão desde o Bugs Bunny, Super-homem, Batman, Flintstones, Scooby Doo e muitos mais…
Além das animações para os mais destemidos, como montanhas russas que desafiam a lei da gravidade e fazem com que sintamos o cérebro a descolar-se da cabeça, há vários espectáculos musicais que fazem as delícias de miúdos e graúdos.
O mais assombroso foi a visita ao túnel do Freddy Kruger. Logo que nos aproximamos do edifício, vemos uma miúda com uns 12 anos, a sair a chorar apavorada, com soluços! Passamos por ela a pensar que a atitude é exagerada, de certeza que não se justifica. Quando entramos, somos os últimos de um grupo de 20 que vai fazer o percurso a pé, por um espaço que é o hospício onde esteve a mãe de Freddy. À frente do grupo está uma senhora que se ri descontraída e animadamente do guia da visita. Todo o grupo está muito animado quando entra num corredor escuro em que os rostos vão ficando lívidos. Por nós passa um Freddy Kruger ainda adolescente, já com as sugestivas mãos e que nos olha nos olhos. Eu agarro o Rui com força, apavorada e finjo não ver que está aquele monstro ao meu lado. À medida que vamos percorrendo o túnel, a animada senhora da frente vai desmoralizando e agora limita-se a berrar, verdadeiramente aterrorizada. Passamos por vítimas do Freddy, que não deixam nada à imaginação. Vemos o terror, o sangue, membros estripados. O Freddy, vai crescendo e vêmo-lo adulto, a perseguir-nos, com aquele ar medonho. Acelero o passo, a mão do Rui deve estar já partida e anseio sair dali. Lembro-me da pobre rapariga aterrorizada e compreendo! Foi uma experiência fabulosa, apesar de horrível. Vale a pena.
Ainda nos cruzámos com vampiros de olhos encarnados, zombies e outro tipo de personagens sugestivas que nos ameaçaram cortar a cabeça com um machado, até passarmos pela Wilma Flintstone, que nos levou a casa do Tweety e do Bugs Bunny.
Andámos numa torre com um elevador ao ar livro, tão alta que nos permite ver que estamos no meio do deserto.
O grand finale é um fabuloso espectáculo com o Batman, verdadeiramente cinematográfico.
Ao final da tarde, quando estamos de regresso a Madrid, começa a chover e assim fica o resto do dia. É altura de descansar, já no hotel onde ficamos o resto da semana.
Dia # 2
Está um óptimo dia para conhecer Toledo, a uns 60 Km de Madrid.
É uma cidade muito bonita e que se orgulha de ter sido o lar do El Greco, no século XVII. O artista nascido em Creta desenvolveu grande parte do seu trabalho em Espanha e Toledo carrega a sua marca por vários pontos.
Passeamos pelas tortuosas ruas do centro histórico, parando nos vários pontos que pedem uma fotografia. Visitamos a Igreja dos Jesuítas, cuja torre tem a mais panorâmica vista para a cidade. Fabuloso!
Já a descer, a caminho das sinagogas, passamos pela casa do El Greco e numa exposição sobre os Templários, que não resistimos e visitamos. Vamos à deslumbrante Catedral, com obras a tapar a torre.
De regresso a Madrid, descansamos no quarto. Os pés ressentem-se das subidas e descidas de Toledo.
Jantamos umas tapas no Los Gatos, nas Huertas. O restaurante, recomendável, é um espaço decorado com todo o tipo de objectos.
Dia # 3
Passamos a manhã no El Escorial. A caminho, tentamos ir ao Vale dos Caídos, encerrado para obras.
El Escorial é um gigantesco complexo mandado construir pelo Rei Filipe II de Espanha, como um panteão com um estilo austero e grandioso. Apesar de grandioso, achámos mais austero. De destacar, a incrível biblioteca.
De regresso a Madrid, onde nos vamos encontrar com uma amiga para almoçar, temos um problema. Onde deixar o carro? Toda a cidade está cheia de parquímetros e o parque de estacionamento tem um custo diário de cerca de €25. Nota mental: não voltar vir de carro para Madrid. O estacionamento do carro foi sempre uma pedra no sapato, até ao final das férias. Aprendemos e não voltamos a cair na asneira. Mas, de facto, das últimas vezes que tínhamos vindo não era assim.
Encontramo-nos com a Sara às 15 horas na Plaza de Cibeles, para um almoço tardio. Sentimos que nos adaptamos rapidamente aos horários, que fazem desfrutar melhor o dia. Depois de um simpático almoço em Chuenca, passeamos pelo bairro, vemos montras e recebo de uma japonesa um bonito origami!
Continuamos o nosso passeio pelo Sol e Plaza Mayor, onde assistimos aos divertidos espectáculos de artistas de todos os cantos do mundo.
À noite vamos tapear no recuperado Mercado de São Vicente. Grande ideia para os adeptos das tapas, num espaço muito bem recuperado e aproveitado e sempre repleto de gente. Ainda descobrimos um belo café Delta, servido por um conterrâneo.
Dia # 4
Este é o primeiro dia em que não saímos de Madrid. Temos um longo dia pela frente, com muitas coisas para ver e visitar.
Depois de um pequeno-almoço na Mallorquina (o chocolate quente ficou no meu coração), vamos à Plaza de Santa Ana, uma encantadora praça que, a esta matutina hora, está vazia e em fase de limpeza pelas infindáveis esplanadas que convidam a uma caña ao final do dia. Voltamos ao final do dia, antes de irmos jantar, para sentir o ambiente fervilhante de Madrid.
Daí, seguimos para o Museu Thyssen-Bornemisza, onde vimos as colecções do Barão Thyssen, de Carmen Thyssen e ainda a exposição de fotografia de Mario Testino. O museu é verdadeiramente espectacular, com obras que começam no Renascimento e vão até ao século XX. As nossas favoritas são mesmo as dos últimos cem anos, pelo que, na primeira parte da exposição, apenas paramos nas obras verdadeiramente emblemáticas.
Já no séc. XX, vemos atentamente exemplos de cubismo, impressionismo ou pop art em obras assinadas por nomes maiores da pintura, como Dali, Picasso, Van Gogh, Toulouse-Lautrec.
Continuamos o nosso périplo põe Madrid, que nos leva agora à sede da Caja Forum , que tem uma tocante exposição de fotografia sobre a infância. Visitamos as outras exposições em cartaz: Dali e Lorca e a de Federico Fellini.
Seguimos para a estação de Atocha, onde procuramos o memorial às vítimas do atentado de 11 de Março de 2004. Ainda na estação, visitamos o jardim exótico e assistimos ao bulício das partidas e chegadas para vários pontos de Espanha e fora de Espanha.
Antes de irmos descansar os pés, ainda vamos ver montras na zona mais elegante da cidade, a Castellana.
Jantamos num coreano perto de Atocha, um óptimo Korean Barbecue (ou barbacoa, em espanhol), de que fique fã desde Nova Iorque.
Amanhã é dia de regresso a Lisboa, com mais 600 kms pela frente!
Dia 5#
Nota: na viagem de regresso, logo que pudemos sintonizámos a TSF. É a melhor rádio do mundo. Indescritível, por ter tanta qualidade e estar sempre a prestar verdadeiro serviço público.
Para uma próxima ida a Madrid fica um espectáculo de flamenco e um jogo de futebol do Real Madrid!
quinta-feira, 10 de junho de 2010
8 dias na Riviera Maya em Junho
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Sol
01:14
Dia # 0, 2ª feira
A Viagem
A viagem Lisboa - Cancun está prevista para as 13.00. De manhã, por curiosidade, vamos à Internet ver se está tudo conforme previsto e descobrimos que a hora de partida é às 11.40!! Stress total! Passa das 9.30, o que vamos fazer? Depois de termos ficado a olhar um para o outro, lá desencantamos um táxi, que exigiu termos ido para a rua gritar e correr andar de táxis, e lá vamos a caminho do aeroporto.
Fazemos o check-in e, surpresa, o voo é mesmo às 13.00... Temos tempo de sobra e vamos ver lojas e de seguida para o lounge orange tomar o pequeno-almoço e ler jornais.
Ao comprar as minhas revistinhas para a viagem (obrigatório, para férias, um carregamento de revistas cor-de-rosa), o Rui dá um mau jeito nas costas que o deixa inválido e com capacidade para levar, apenas, o meu chapéu de palha. Até Cancun fui uma verdadeira super-mulher: nécessaire, pasta do computador e mochila. Rui: Chapéu de palha na cabeça! Ao subirmos as escadas para o avião, ele apercebe-se com pesar que toda a gente olha de lado para ele e (tão querido) cheio de boa vontade, vinha atrás de mim a empurrar-me para me ajudar a subir!
As mais de 10 horas de voo permitiram acalmar as dores e, chegados a Cancun, a carga foi distribuída pelos dois, após termos escolhido o pior carrinho do aeroporto, que não virava, só ia em frente. Para virar tínhamos que dar pontapés para o lado que queríamos ir e fazer umas tristes figuras, sempre com os outros turistas a olhar-nos com um ar suspeito.
Finalmente, no transfer que nos leva a Playa de Carmen, o guia turístico, um muito bem-disposto Israel, deu-nos umas dicas sobre o México e, em concreto, sobre a Riviera Maya.
Ficamos a saber que a origem dos Maias é asiática, o que explica os olhos rasgados e a mancha mongólica com que todas as crianças nascem, entre outras características físicas que os assemelham aos chineses.
Quanto à língua maia, todos nós conhecemos algumas palavras, como Cancun ou chicle (diz-se chiclé), que é o fruto da árvore que dá o látex. O fruto, quando mascado, é elástico e deu uma das melhores ideias para um negócio que teve origem na década de 1860, pelo sr. Thomas Adams Jr. Chi significa boca e cle é movimento.
Ainda no transfer, vemos que os turistas são todos jovens casais e uma boa percentagem está em lua-de-mel.
Dia # 1, 3ª feira
Acordamos pela fresquinha, às 7.30 e tomamos um faustoso pequeno-almoço e depois vamos para a reunião marcada para as 9 horas com outra guia turística, que nos fala sobre as excursões disponíveis e outras informações, como o seguro médico e o contacto do médico, por exemplo.
Marcamos a viagem para Chichen Itza para o dia seguinte, 4ª feira. Durante o resto da manhã tivemos mais actividades, como a reserva dos restaurantes e ainda tratar de alguns assuntos de trabalho.
Finalmente vamos para a praia, onde aquele azul do Mar das Caraíbas impera e nos deslumbra.
Novamente, acordamos de madrugada, desta vez às 6 horas, para tomarmos o pequeno-almoço antes das 7.30, hora a que partimos para Chichen Itza. Afinal, já muita gente estava acordada aquela hora, tanto é o calor e a humidade que se sentem.
No caminho, de mais de 3 horas, paramos num centro de artesanato que funciona como uma cooperativa que pretende preservar a cultura maia.
Verdadeiros amadores das excursões, olhamos para os outros casais, completamente equipados. Não trouxemos chapéu, nem protector, nem repelente. Mas saímos do autocarro, começamos a destilar com os 35º de temperatura.
- O total de degraus da pirâmide seja equivalente ao número de dias do calendário solar.
- Nos equinócios de Primavera e de Outono, quando as condições climatéricas permitem, é possível assistir a um fenómeno óptico que torna possível ver o deus Kukulkan, uma serpente com plumas, a descer a grande escadaria, que culmina com a sua cabeça em pedra.
- Frente à escadaria, ao bater palmas, a pirâmide "canta", isto é, emite um som resultante das ondas sonoras que "sobem" as escadas, provocando um eco distorcido que faz lembrar o canto de um quetzal.
Entretanto, o calor aumenta e sabemos mais tarde que a temperatura atingiu os 42º.
Jantamos no restaurante de rodízio, desta vez com caipiriña (versão com rum).
Neste dia começamos a reparar no ritmo quase frenético de casamentos no resort. Num dia fraco há 2 casamentos.
Foi um dia de absoluto descanso, em que o máximo que tivemos que decidir foi se mergulhamos no mar ou na piscina.
Mais um cansativo dia de repouso e contemplação do azul caribenho. Descobrimos o spot perfeito para passar o dia: já na na praia, mas mesmo junto à piscina, sob a sombra dos coqueiros e sempre com uma agradável aragem.
O Ramon passa o dia a servir-nos merengues, copacabanas e greenpeaces.
Fazemos longos passeios pela praia, onde vemos turistas entretidos em escavações em busca de exóticas conchas.
Dilema do dia: jantar no restaurante japonês ou no de fusão? Ganhou o japonês.
Dia # 5, Sábado
Estamos com um bronze invejável e certamente uns bons quilos a mais. Ao pequeno-almoço há waffles e panquecas com cajeta (um caramelo maravilhoso), sumos de banana, de melão e meloa... enfim! Mas acabamos por ficar descansados quando espreitamos para os pratos dos outros, completamente cheios.
Foi mais um dia difícil de descanso e merengues.
O Rui já vai no seu terceiro livro e eu aproximo-me do final do meu "2666" e as suas 1030 páginas. Os dias passam num instante, nem damos pelo tempo a passar.
Dia # 6, Domingo
As férias estão a chegar ao fim.
Damos o último dos nossos passeios pela praia e assistimos à preparação de uma escultura em gelo, tarefa que exige muita perícia e o domínio da motosserra.
Terminei o "2666", de Roberto Bolaño. Soberbo, apesar de pouco prático, dado o peso do livro.
Fazemos a mala, para aproveitarmos amanhã as últimas horas de férias na praia.
Voltamos a acordar pela fresquinha, às 7 horas para aproveitarmos as últimas horas de México.
Demos os últimos mergulhos, quer no mar, quer na piscina, e saímos do quarto mesmo em cima da hora.
O regresso a Lisboa aproxima-se.
O regresso
A viagem foi um horror. 10 horas de verdadeiro suplício, numa viagem cheia de turbulência que exigiu segundas e terceiras vias do saquinho de enjoo (agora já constatámos que os sacos têm mesmo utilidade).
Eu enjoei imenso, mas contei sempre com o Rui, que foi muito doce e tratou muito bem de mim. Abanou o leque para me refrescar, descascou-me Halls (tenho esta mania, que resulta, de que o Halls trata quase todos os problemas) e deu-me coca-cola.
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