Acordamos cedinho. O dia está chuvoso e promete ficar assim. Vamos artilhados com capas e chapéus-de-chuva para explorar os bairros do Castello e Cannaregio. Conhecemos o Hotel Danieli, na Riva degli Schavioni, passamos na chiesa Santa Maria della Pietá e vamos até ao Arsenale. Os canais estão sem gôndolas, que descansam com o mau tempo. Perdemo-nos intencionalmente pelas calles e campos do Castelo, um bairro com um ar mais residencial, com as suas mercearias, pastelarias e padarias.

Depois de alguns desencontros, vamos ter ao Cannaregio, bairro que alberga a rua mais estreita de Veneza (calle Varisco) e (provavelmente) a mais larga (Strada Nuova). Pelo caminho, o Ca’ d’Oro, o Ghetto Judaico (aprendemos que a palavra ghetto tem origem em Veneza, deriva de getto, que significa fundição, devido a uma velha fundição que ali existiu. Destaque para a Farmacia Poncci, a mais antiga farmácia de Veneza, que continua a expor ingredientes medicinais. Chegamos literalmente ao fim da linha quando chegamos à Stazione Ferrovie della Stato Santa Lucia. Tentamos voltar ao hotel de vaporetto, mas desistimos da ideia quando a senhora da bilheteira nos informa que é uma viagem de 40 minutos!
No regresso a pé para o hotel ouvimos uma sirene, um barco ambulância. Ao contrário daquilo que pensávamos, Veneza não tem um único carro ou motociclo. Mesmo a entrega de pizzas é feita a pé. Continuamos intrigados com o sistema de recolha do lixo.
À noite saímos para jantar em Dorsoduro, numa das pizzerias mais afamadas da cidade, a Ai Sportivi. Vamos e voltamos a pé. As pizzas são agradáveis, mas o que gostámos mesmo foi do Tiramisú!