Veneza é uma cidade com uma forma de ser e rotinas muito próprias. Em qualquer sítio, um quarto de hotel com vista para um parque de estacionamento é mal visto. Pois em Veneza é um prazer olhar para o parque de gôndolas à entrada de um hotel junto ao Hard Rock Café.
De resto, o meio de transporte é o barco. Sejam ambulâncias, polícia, bombeiros, entregas urgentes da UPS ou DHL, lavandaria… Tudo de barco!
Com excepção da entrega de pizzas, que vimos ser feita a pé. Finalmente, desvendámos o mistério da recolha do lixo!
Hoje é o último dia para explorar Veneza. Os destinos são San Polo, Santa Croce e Dorsoduro, o bairro onde jantámos ontem.
As nossas botas secaram completamente após a chuvada de ontem! Começamos o dia entre as banquinhas de frutas, vegetais e peixe do mercado de Rialto.
Todos os produtos estão agradavelmente expostos e a apelar à compra, as alcachofras cuidadosamente descascadas e em água! Todos os vendedores têm um ar altamente entendido em assuntos gourmet!
Dali seguimos para o largo Campo San Polo, onde brincam crianças e cães. Passamos pelas Scuolas Grandes di San Rocco e di San Giovanni Evangelista e chegamos à Chiesa Santa Maria Gloriosa dei Frari, uma obra-prima do séc. XV que expõe preciosidades como a Assunção da Virgem de Ticiano, o magnífico Coro dos Frades com 124 assentos, a Virgem com Santos de Bellini, a tocante estátua de João Baptista de Donatello e o medonho túmulo do Doge Giovanni Pesaro. Já tínhamos reparado noutras igrejas que há vários serviços religiosos. E aos domingos as igrejas têm casa cheia nos vários serviços, o que demonstra a fé dos venezianos.
Continuamos pelas ruas, vielas e pontes e chegamos ao bairro Dorsoduro, onde vemos estudantes e mais estudantes. Fomos ter por acaso ao movimentado Giardino Papadopoli, perto da Piazzale Roma. Por várias vezes adoptámos a táctica de seguir as pessoas. É um bom truque.
Ao chegarmos perto do Campo Santa Margherita vimos um original e prático barco-mercearia.
No Campo, era dia de feira de antiguidades. Descobrimos a loja que forneceu máscaras a Stanley Kubrick para o flme Eyes Wide Shut! Passeámos pelo Zattere e demos por finalizado o passeio junto às galerias da Accademia. Daí, fomos a pé para a Piazza San Marco, onde enveredámos por ruelas e vielas até uma famosa casa de pannini, mas que é mais fama!
Subimos de elevador aos 98,5 metros do Campanile de San Marco, onde estava um frio de rachar, mas com uma vista deslumbrante para Veneza inteira e com o céu límpido que permitia ver os Alpes.
Depois disto fomos dar um óptimo e recomendável passeio de vaporetto. Sentámo-nos na proa, a sentir o vento (e o frio geladinho) na cara e a admirar as belas vistas de Veneza, com os seus muitos palazzos e o atribulado tráfego fluvial.
Saímos em Rialto e fomos fazer umas comprinhas.
O nosso último jantar foi no Conca d’Oro, a primeira pizzaria de Veneza. Depois disso fomos conhecer o Harry’s Bar, que fica ao lado da Bienal de Veneza e foi o primeiro Harry’s Bar do mundo.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Veneza - Dia 3
Publicada por
Sol
18:33
Em Destaque
Arquivo
- dezembro 2010 (4)
- novembro 2010 (2)
- junho 2010 (1)
- março 2010 (7)
- janeiro 2010 (9)
- dezembro 2009 (2)