Chegamos ao aeroporto de Veneza perto do meio-dia. Apanhamos o vaporetto para a cidade, que fica a 8 km. Está um dia magnífico de sol, apesar dos 3º que não se fazem sentir muito. A viagem de barco começa e preocupamo-nos com a duração, quando vemos sinais de proibido andar a mais de 7 km por hora. Após uma longa viagem, em que passámos por Murano, chegamos a San Zaccaria.

Damos de caras com o Palácio Ducal e a primeira impressão é de absoluta maravilha. Viramos à direita, para San Marco e a beleza da basílica é de cortar a respiração. É época de “acqua alta”, em que várias praças e artérias da cidade alagam com a maré cheia. A praça parece um lago, por onde passam algumas pessoas com galochas. À volta, uma longa passadeira numa espécie de estrado transporta a grande maioria das pessoas. Há várias paragens nesta passagem, causadas por curtas pausas que os passantes fazem para tirar fotos.
Procuramos o hotel com a ajuda do iPhone. O quarto é encantador e muito acolhedor. Tem duas janelas e uma delas tem vista para um canal. Largamos as malas e partimos ansiosos por explorar o sestiere San Marco. O plano é fazer o caminho entre a praça de San Marco e Rialto.
Voltamos à praça de San Marco e vamos visitar a basílica. É uma extraordinária basílica bizantina e gostámos particularmente dos mosaicos do Nártex, do pavimento e das cúpulas. A caminho da Merciere, paramos para uns panini.

No caminho para o Rialto, passamos por encantadoras ruas e pontes, dezenas de palazzos com os seus barquinhos à porta, e tiramos fotos a desconhecidos que se passeiam pelas tradicionais gôndolas. As gôndolas são mais bonitas do que pensámos, mas os gondoleiros não cantam!

Passamos pelo Campo San Bartolomeo e somos surpreendidos pela concorrida ponte de Rialto. Na margem do Canal Grande são muitos os cafés e gôndolas. Continuamos a explorar o bairro, pouco preocupados por onde andamos, levados pela magia desta espantosa cidade. Entramos no Caffé del Doge, para o primeiro café à italiana. Experimentamos uns canolli, uma guloseima típica, e continuamos a nossa aventura. Estamos com uma sensação incrível, encantados com todos os recantos.
Passamos pelo Scala Contarini del Bovolo, palácio do séc. XV frequentemente usado em filmes, continuamos pelo típico Campo Sant’Angelo e vamos até à estonteante Accademia, a que chegamos atravessando um jardinzinho. Ao chegarmos à ponte dell’Accademia são quase 5 da tarde e a luz do anoitecer encanta Veneza. Voltamos para trás e vamos até à ponte dos Suspiros. Mas antes fomos ao museu da Música (fabuloso, lindo) e passámos por uma curiosa galeria que tinha uma exposição de quadros feitos com petróleo, areia, insectos e galhos. Voltamos para o hotel para descansar, depois deste longo dia.