Dia # 0 - sábado
Chegada a New York City.
Depois de uma óptima viagem, com muitos filmes e jogos num moderno avião da nossa TAP, aterramos no aeroporto de Newark.
A saída é marcada por intermináveis filas. Azar, calhou-nos a mais lentinha das funcionárias da alfândega. O aeroporto tem vista para NYC e ficamos deslumbrados perante a vista recortada pelos arranha-céus da cidade.
Apanhamos um yellow cab (tarifado no aeroporto por um controlador de táxis) até ao hotel.
Chegados ao hotel, deparamo-nos com uma invasão de intermináveis bandos de cheerleaders que vêm desfilar na Macy's Thanksgiving Parade, daá a 5 dias. O nosso quarto fica no 35º andar! Por isso, cortinas fechadas para evitar vertigens.
Saímos para um passeio de reconhecimento. A localização do hotel é fabulosa, perto do Rockefeller Center, Central Park e Times Square. A primeira impressão é de uma cidade dos filmes, com edifícios gigantescos e um trânsito muito sonoro, com troca de galhardetes sui generis entre condutores e peões.


Dia # 1 – Domingo
Compramos o Metrocard e fazemos a nossa primeira viagem de subway. Destino: Greenwich Village.
Andamos pela Village encantados com o ambiente do bairro e divertidos com os muitos nova-iorquinos que passeiam os seus minúsculos cães, até encontrarmos o sítio ideal para o pequeno-almoço, uma pastelaria encantadora (esta é mesmo a melhor palavra para se falar da Village) em Waverley Place.
Depois de um bagel e um capuccino, continuamos o nosso passeio, em direcção a East Village.
Aproveitamos para espreitar a Washington Square e o seu famoso arco e entramos na Judson Memorial Church. Ao entrarmos damos de caras com o serviço em curso e uma grande assistência sentada em cadeiras colocadas à volta de mesas de plástico. Todos comem o brunch servido em self-service que está à entrada, todo composto por comida trazida pelas pessoas que, assim, partilham com os que menos têm. A igreja é simples, despretensiosa e sem ornamentos. Uma imagem poderosa de união!
Continuamos para Chinatown e Little Italy. Chinatown é como um enclave em NYC. Qualquer loja, seja Citibank, McDonald’s ou Häagen-Dazs, parecem estar numa cidade chinesa. Um fervilhar de pessoas, odores, sons e cores caracterizam aquele que é a mais famosa das Chinatowns.
Chegamos ao hotel de rastos, com uns bons quilómetros (aliás, aqui são milhas) nas pernas.


Dia # 2 – 2ª feira
O destino de hoje é a Midtown. Muitas luzes, música e muita, muita gente.
Logo de manhãzinha vemos na NBC que a Susan Boyle está no Rockefeller Center a cantar. Ainda tentamos, mas já não apanhamos o espectáculo.
O pequeno-almoço é na Le Pain Quotidien, que tem muitos produtos orgânicos e a sua mesa descomunal que lhe dão um ar muito pitoresco.
As grandes lojas, como a Saks, Bloomingdale’s e por aí fora, apelam ao Natal que se aproxima e se faz ouvir por toda a 5th Avenue, com a música típica da época.
À volta do Rockefeller Center todos param para tirar fotos com os anjinhos e soldadinhos de chumbo e também espreitam quem anda no rinque de patinagem ao som de Frank Sinatra.
O jantar é em Little Italy, na pizzaria Lombardi’s, a melhor pizza que experimentei. Curiosamente, o restaurante não tem sobremesas mas, mesmo em frente há um sítio que se chama Rice to Riches e que tem arroz doce dos mais variados sabores! Ficamo-nos pelo Take me to Tiramisu e The Corner of Cookies & Cream. Delightful!
Antes de voltarmos para o hotel ainda vamos passear um pouco pela Midtown. Este bairro representa o bulício de NYC: as luzes de Times Square ofuscam a noite.


Dia # 3 – 3ª feira
Logo pela fresquinha, às 8.30, assistimos a um espectáculo ao vivo de Rihanna em Times Square. A cidade acorda todas as manhãs com estes espectáculos, que fazem parte dos programas matutinos dos principais canais, como NBC, ABC, etc.
Depois deste pequeno desvio, seguimos o nosso destino: Upper East e West Sides. O dia está cinzento e parece prometer uma chuvadazita.
Tomamos o pequeno-almoço junto ao Guggenheim, num cafezinho que faz parte da igreja.
No Central Park, pulmão da cidade, vemos um tapete de cores típicas desta altura do ano e passamos em frente ao gigantesco Metropolitan Museum of Art.

À hora de almoço passamos no Zabar’s, um supermercado gourmet com queijos do mundo inteiro, que abriu o apetite para umas toasties maravilhosas.
Por volta das 4 da tarde decidimos subir ao Top of the Rock, no 70º do Rockefeller Center. Foi uma experiência espantosa, porque o céu estava completamente limpo e pudemos ver NYC de dia, a anoitecer e já noite cerrada.
Para terminar em grande, fomos ao Burger Joint, um pequeno e afamado restaurante de hamburgers misteriosamente “plantado” no meio do hotel de 5 estrelas Le Parker Meridien. Dentro do hotel, passamos por umas compridas e misteriosas cortinas vermelhas que nos levam a um pequeno corredor por onde se entra a o Joint Burger, a verdadeira tasca do hamburger. Bons burgers e óptimos brownies, com coca-cola em copo de cartão, num restaurante num luxuoso hotel da cidade.


Dia # 4 – 4ª feira
Depois do pequeno-almoço no paraíso do chocolate, a loja Max Brenner, chocolate by the bald man, seguimos para o Green Market da Union Square. Segundo o guia, estão nesta feira, que acontece às segundas, quartas e sextas, agricultores de todo o estado. É véspera de Thanksgiving e vemos todo o tipo de tartes: Apple pie, sweet potato pie, pumpkin pie…
O nosso périplo leva-nos hoje a Chelsea, Garment, Gramercy District, Madison Square, e, clarim a cereja no topo do bolo: o mítico, lendário e universalmente famoso Empire State Building. Uma nota sobre o Flatiron Building: este edifício, que foi um dos primeiro arranha-céus de Manhattan, nos primeiros anos do séc. XX, era o mais alto edifício do mundo nestes tempos. A sua forma invulgar fez-lhe merecer o nome Flatiron (ferro de engomar) e fez com que muitos duvidassem que resistiria aos ventos.
Almoçamos no Katz Delicatessen, uma instituição nova-iorquina , famosa pelas suas sandwiches de pastrami, iguaria típica da cidade, trazida pelos imigrantes judeus.
Ao jantar vamos a Korea Way, onde espreitamos para todos os restaurantes coreanos, em busca do autêntico Korean BBQ. Depois de algumas voltas ao quarteirão decidimo-nos, hesitantemente, pelo Kang Suh, que se revelou uma excelente escolha. As mesas tinham as chapas e, de facto, tem muito mais piada sermos nós a preparar tudo (apesar de termos ficado com a nítida sensação de que a empregada coreana notou em nós uma grande falta de jeito para a tarefa). Maravilhoso!


Dia # 5 – 5ª feira
De manhã espreitamos a Thanksgiving Parade, com os seus gigantescos balões e inspirados grupos de cheerleaders aos saltinhos. É uma festa gira e que verdadeiramente mobiliza os americanos.
Aproveitamos o feriado para conhecer o coração financeiro da cidade: Lower Manhattan e Seaport.
Começamos no Ground Zero, o enorme espaço deixado em aberto pelo ataque às Twin Towers e que é hoje um gigante estaleiro de obras. Mas é na pequena e antiga St. Paul’s Chapel (a mais antiga de Manhattan) que se sente de facto o impacto emocional, com a exposição de objectos, brinquedos e fotos alusivas aos dias seguintes ao 11 de Setembro.
Percorremos tudo: Wall Street, World Financial Center, Charging Bull, Battery Park City (com a Estátua da Liberdade e Ellis Island ao fundo), o Pier 17, South Street Seaport, o City Hall… E a acabar o dia, a majestosa e imponente Brooklyn Bridge.
Por fim, um merecido jantar em Little India: a habitual Chicken Tikka Masala e outro prato delicioso com um nome estranho.


Dia # 6 – 6ª feira
A Black Friday é um acontecimento tão aguardado que há lojas que abrem à meia-noite. Mas a maior parte abre por volta das 4 ou 5 da manhã. Saímos do hotel e damos logo de caras com enormes filas à porta das lojas.
O nosso último dia em New York é dedicado ao SoHo (South of Houston) e a TriBeCa (Triangle Below Canal) e seus famosos edifícios de ferro forjado.
Experimentamos ainda um dos mais afamados cheesecakes da cidade, da Eileen’s Special Cheesecake. Not bad!
O nosso último jantar na cidade é num petit restaurant, o La Bonne Soupe, onde nos deleitamos com uma saborosa sopa de cebola com queijo gratinado.
Acabamos o dia a fazer as malas e a despedirmo-nos desta city that never sleeps, como nos diz o Sinatra.
Amanhã é dia de voltar para casa.