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domingo, 28 de novembro de 2010

Fotos do 1º dia em Veneza…

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Dia # 0
06H00: toca o despertador, que é ignorado. Depois de alguma resistência, lá conseguimos acordar e acabamos de atravessar a Ponte Vasco da Gama às 08H30.
Destino: Madrid
Depois de 600 Km e abastecimento de gasolina logo que atravessamos a fronteira, chegamos a uma Madrid que não víamos há uns 5 anos. As 4 torres que sobressaem na vista recortada da cidade são novidade para nós.
Vamos para o Eurostars Madrid, que fica numa destas 4 torres. O nosso quarto é no 18º andar e tem uma vista deslumbrante para a cidade e arredores.
Muito cansados e com pouca vontade de ir de transportes fazer o reconhecimento da cidade, decidimos ir de carro para o centro.
Madrid é uma cidade que não pára. Passeamos pelo centro, cheio de gente, e lanchamos num dos pontos aconselhados no guia, a Chocolateria San Gines. Além do chocolate quente, a especialidade são os churros. Preferimos o chocolate.
Voltamos ao hotel para descansar um pouco antes de sairmos novamente para jantar.
Ao jantar optamos por ir à descoberta de La Latina, onde escolhemos o divertido Corazón Loco.

Dia # 1
Parque Warner
O dia é domingo é vamos passá-lo ao Parque Warner, soltar a criança que há em nós. Vamos já com os bilhetes comprados na Internet, o que nos poupa uns euros.
Mal entramos, temos a sensação de entrar num grande cenário de cinema, de algum filme dos anos 60, com diners, muita música e adereços que nos fazem lembrar Hollywood. A receber-nos está o Jerry, mas sem o Tom. Todo o espaço é como uma vila de um filme. Carros estacionados, cafés, lojas e personagens do nosso imaginário, que vão desde o Bugs Bunny, Super-homem, Batman, Flintstones, Scooby Doo e muitos mais…
Além das animações para os mais destemidos, como montanhas russas que desafiam a lei da gravidade e fazem com que sintamos o cérebro a descolar-se da cabeça, há vários espectáculos musicais que fazem as delícias de miúdos e graúdos.
O mais assombroso foi a visita ao túnel do Freddy Kruger. Logo que nos aproximamos do edifício, vemos uma miúda com uns 12 anos, a sair a chorar apavorada, com soluços! Passamos por ela a pensar que a atitude é exagerada, de certeza que não se justifica. Quando entramos, somos os últimos de um grupo de 20 que vai fazer o percurso a pé, por um espaço que é o hospício onde esteve a mãe de Freddy. À frente do grupo está uma senhora que se ri descontraída e animadamente do guia da visita. Todo o grupo está muito animado quando entra num corredor escuro em que os rostos vão ficando lívidos. Por nós passa um Freddy Kruger ainda adolescente, já com as sugestivas mãos e que nos olha nos olhos. Eu agarro o Rui com força, apavorada e finjo não ver que está aquele monstro ao meu lado. À medida que vamos percorrendo o túnel, a animada senhora da frente vai desmoralizando e agora limita-se a berrar, verdadeiramente aterrorizada. Passamos por vítimas do Freddy, que não deixam nada à imaginação. Vemos o terror, o sangue, membros estripados. O Freddy, vai crescendo e vêmo-lo adulto, a perseguir-nos, com aquele ar medonho. Acelero o passo, a mão do Rui deve estar já partida e anseio sair dali. Lembro-me da pobre rapariga aterrorizada e compreendo! Foi uma experiência fabulosa, apesar de horrível. Vale a pena.
Ainda nos cruzámos com vampiros de olhos encarnados, zombies e outro tipo de personagens sugestivas que nos ameaçaram cortar a cabeça com um machado, até passarmos pela Wilma Flintstone, que nos levou a casa do Tweety e do Bugs Bunny.
Andámos numa torre com um elevador ao ar livro, tão alta que nos permite ver que estamos no meio do deserto.
O grand finale é um fabuloso espectáculo com o Batman, verdadeiramente cinematográfico.
Ao final da tarde, quando estamos de regresso a Madrid, começa a chover e assim fica o resto do dia. É altura de descansar, já no hotel onde ficamos o resto da semana.

Dia # 2
Está um óptimo dia para conhecer Toledo, a uns 60 Km de Madrid.
É uma cidade muito bonita e que se orgulha de ter sido o lar do El Greco, no século XVII. O artista nascido em Creta desenvolveu grande parte do seu trabalho em Espanha e Toledo carrega a sua marca por vários pontos.
Passeamos pelas tortuosas ruas do centro histórico, parando nos vários pontos que pedem uma fotografia. Visitamos a Igreja dos Jesuítas, cuja torre tem a mais panorâmica vista para a cidade. Fabuloso!
Já a descer, a caminho das sinagogas, passamos pela casa do El Greco e numa exposição sobre os Templários, que não resistimos e visitamos. Vamos à deslumbrante Catedral, com obras a tapar a torre.
De regresso a Madrid, descansamos no quarto. Os pés ressentem-se das subidas e descidas de Toledo.
Jantamos umas tapas no Los Gatos, nas Huertas. O restaurante, recomendável, é um espaço decorado com todo o tipo de objectos.

Dia # 3
Passamos a manhã no El Escorial. A caminho, tentamos ir ao Vale dos Caídos, encerrado para obras.
El Escorial é um gigantesco complexo mandado construir pelo Rei Filipe II de Espanha, como um panteão com um estilo austero e grandioso. Apesar de grandioso, achámos mais austero. De destacar, a incrível biblioteca.
De regresso a Madrid, onde nos vamos encontrar com uma amiga para almoçar, temos um problema. Onde deixar o carro? Toda a cidade está cheia de parquímetros e o parque de estacionamento tem um custo diário de cerca de €25. Nota mental: não voltar vir de carro para Madrid. O estacionamento do carro foi sempre uma pedra no sapato, até ao final das férias. Aprendemos e não voltamos a cair na asneira. Mas, de facto, das últimas vezes que tínhamos vindo não era assim.
Encontramo-nos com a Sara às 15 horas na Plaza de Cibeles, para um almoço tardio. Sentimos que nos adaptamos rapidamente aos horários, que fazem desfrutar melhor o dia. Depois de um simpático almoço em Chuenca, passeamos pelo bairro, vemos montras e recebo de uma japonesa um bonito origami!
Continuamos o nosso passeio pelo Sol e Plaza Mayor, onde assistimos aos divertidos espectáculos de artistas de todos os cantos do mundo.
À noite vamos tapear no recuperado Mercado de São Vicente. Grande ideia para os adeptos das tapas, num espaço muito bem recuperado e aproveitado e sempre repleto de gente. Ainda descobrimos um belo café Delta, servido por um conterrâneo.

Dia # 4
Este é o primeiro dia em que não saímos de Madrid. Temos um longo dia pela frente, com muitas coisas para ver e visitar.
Depois de um pequeno-almoço na Mallorquina (o chocolate quente ficou no meu coração), vamos à Plaza de Santa Ana, uma encantadora praça que, a esta matutina hora, está vazia e em fase de limpeza pelas infindáveis esplanadas que convidam a uma caña ao final do dia. Voltamos ao final do dia, antes de irmos jantar, para sentir o ambiente fervilhante de Madrid.
Daí, seguimos para o Museu Thyssen-Bornemisza, onde vimos as colecções do Barão Thyssen, de Carmen Thyssen e ainda a exposição de fotografia de Mario Testino. O museu é verdadeiramente espectacular, com obras que começam no Renascimento e vão até ao século XX. As nossas favoritas são mesmo as dos últimos cem anos, pelo que, na primeira parte da exposição, apenas paramos nas obras verdadeiramente emblemáticas.
Já no séc. XX, vemos atentamente exemplos de cubismo, impressionismo ou pop art em obras assinadas por nomes maiores da pintura, como Dali, Picasso, Van Gogh, Toulouse-Lautrec.
Continuamos o nosso périplo põe Madrid, que nos leva agora à sede da Caja Forum , que tem uma tocante exposição de fotografia sobre a infância. Visitamos as outras exposições em cartaz: Dali e Lorca e a de Federico Fellini.
Seguimos para a estação de Atocha, onde procuramos o memorial às vítimas do atentado de 11 de Março de 2004. Ainda na estação, visitamos o jardim exótico e assistimos ao bulício das partidas e chegadas para vários pontos de Espanha e fora de Espanha.
Antes de irmos descansar os pés, ainda vamos ver montras na zona mais elegante da cidade, a Castellana.
Jantamos num coreano perto de Atocha, um óptimo Korean Barbecue (ou barbacoa, em espanhol), de que fique fã desde Nova Iorque.
Amanhã é dia de regresso a Lisboa, com mais 600 kms pela frente!

Dia 5#
Nota: na viagem de regresso, logo que pudemos sintonizámos a TSF. É a melhor rádio do mundo. Indescritível, por ter tanta qualidade e estar sempre a prestar verdadeiro serviço público.

Para uma próxima ida a Madrid fica um espectáculo de flamenco e um jogo de futebol do Real Madrid!